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Em um mundo corporativo cada vez mais competitivo, dinâmico e frágil, a satisfação no trabalho se tornou um elemento crítico para a estabilidade, crescimento e sucesso de qualquer organização e profissional.

A pandemia evidenciou, e muito, a importância do bem-estar da equipe e as condições de algumas empresas que negligenciavam seus funcionários.

Por isso, líderes, gestores e empreendedores devem entender a satisfação no trabalho não como um luxo, mas como um componente essencial que alimenta a motivação, a produtividade, a lealdade e, até mesmo, o desempenho do time como um todo.

Por que pensar sobre bem-estar no trabalho?

Antes de tudo, precisamos partir da compreensão de que os funcionários não são apenas recursos; eles são pessoas, indivíduos com aspirações, emoções e necessidades.

O trabalho, como parte importante da nossa vida e como uma atividade que ocupa tantas horas do nosso tempo, precisa trazer algum nível de satisfação, porque isso também impacta todas as outras áreas.

É claro que funcionários felizes e satisfeitos trazem melhores resultados, mas acho muito importante sempre ressaltar que essa valorização e preocupação com as pessoas é uma atitude humana, antes de ser uma atitude de negócios. Ter essa mentalidade na cultura da liderança e da empresa faz uma enorme diferença.

Pensando nos outros benefícios, os funcionários satisfeitos com o seu trabalho se sentem valorizados, engajados e motivados a dar o seu melhor, resultando em maior produtividade e eficiência.

Além disso, também notamos maior retenção de funcionários, que se sentem mais conectados à organização (quando essa preocupação com o bem-estar acontece só com o foco em produtividade, esses benefícios nem sempre são vistos).

Qual é o papel de líderes e gestores?

As pessoas em cargos de liderança e gerência possuem papel ativo nesse cenário. Elas podem influenciar positiva ou negativamente a percepção de seus funcionários sobre o trabalho.

Uma pesquisa da Deloitte¹ que encontrei recentemente mostrou que grande parte da liderança, na verdade, não percebe o verdadeiro nível de insatisfação que sua equipe sente.

O estudo demonstrou, por exemplo, que os profissionais em C-level acreditam que os níveis de bem-estar mental de seus times estavam na casa dos 84%, enquanto a avaliação dos próprios funcionários ficou abaixo de 60%.

Portanto, acredito que a principal responsabilidade de líderes e gestores nesse contexto seja: identificar a real situação de sua equipe. Descobrir qual realmente é o nível de satisfação e bem-estar em todos os aspectos (físico, psicológico, financeiro e social).

Entender isso é fundamental para basear qualquer tomada de decisão posterior.

Líderes e gestores não estão imunes

Além disso, é muito importante que eu reforce isso: líderes e gestores não estão imunes à insatisfação no trabalho. Na verdade, muito pelo contrário: o aumento das expectativas do time, da gestão e até do mercado, colocou ainda mais pressão sobre os ombros desses profissionais.

A pesquisa da Deloitte também demostrou que grande parte dos profissionais em C-level se sentem estressados (41%), sobrecarregados (40%) e exaustos (36%).

Em geral, esses números estão abaixo de quem está em um nível profissional menor (provavelmente por conta da diferença salarial, aponta o estudo), entretanto, ele ainda é um sinal de alerta.

Como ter uma equipe satisfeita?

Esses dados mostram que mudanças precisam ser conduzidas no ambiente, na organização e na cultura, para que o impacto de qualquer ação seja efetivo.

A preocupação com o bem-estar vai muito além de um simples treinamento ou de pequenas mudanças na política de horas extras para o time. Na verdade, ela envolve um esforço ativo e contínuo, para os novos valores serem realmente implementados e seguidos, e deve começar de cima, da liderança.

A transparência sobre questões de saúde física, mental e bem-estar no trabalho, vinda desde o C-level (especialmente a partir do C-level), também é um fator muito importante para as equipes nesse quesito.

Quando esses profissionais falam sobre o assunto, estão demonstrando que esse é um valor daquela organização e que as pessoas têm liberdade não só de falar, mas também de pedir ajuda!

Cada time e empresa possui sua própria cultura e realidade, e não há uma única solução para desafios de origens diferentes. Entretanto, direcionar o olhar e a energia da liderança para essas questões é extremamente importante.

Por isso, convido você a refletir durante essa semana: você e o seu time estão realmente satisfeitos no trabalho?

¹ The C-suite’s role in well-being — Deloitte Insights

Tatiana Trivellato

O que o mundo está perdendo quando você não revela o seu potencial? Contribuo pra que pessoas se transformem, potencializem a sua essência, e tenham maior clareza das suas escolhas – encontrando possibilidades onde antes não era possível. Essas transformações possuem um efeito sistêmico, com mudanças no ambiente onde vivem, equipes, empresas, e no mundo.

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