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Tem se falado muito sobre cultura organizacional nos últimos anos — e, considerando alguns contextos recentes, como a Grande Resignação, quiet quitting e as demissões em massa, fica nítido que a discussão continua sendo relevante e necessária.

Um termo que me deparei recentemente foi o da “cultura da investigação”, que está ligado ao comportamento da organização, em especial da liderança — principalmente nos níveis superiores.

A Cultura da Investigação

A cultura da investigação faz referência aos ambientes e culturas organizacionais que prezam e incentivam o questionamento e o aprendizado, além da diversidade de pensamento e opinião.

Perceba que todas essas são características que contribuem para a mudança, evolução e inovação da empresa em todos os níveis.

Esse comportamento, é claro, precisa vir de cima, sendo praticado pelas lideranças e pela gestão, mas também incentivado e distribuído para toda a organização.

Com esse incentivo, os colaboradores se tornam mais ativos e engajados, assumindo uma postura de protagonismo, trazendo sugestões, ideias e propostas, contribuindo também — de forma direta ou indireta — nas decisões e resultados da empresa, fazendo com que se sintam parte daquilo.

No artigo “Creating an Inquiry Culture in Your Organization”, Jaynelle Stichler, inspirada em um outro autor, afirma que existem três principais pontos para a cultura da investigação: (1) fazer perguntas, (2) analisar evidências relevantes, (3) integrar as evidências à prática, quando houver embasamento para isso.

Gosto dessa perspectiva porque o resultado obtido representará uma combinação do uso de dados e de fatos com o contexto e as necessidades da própria organização, afinal, tudo foi discutido pela própria equipe.

A inovação como parte da organização

Stichler também disse em seu artigo que “os melhores pensadores se questionam sobre como as coisas funcionam, sentem a necessidade de analisá-las para descobrir o que as compõe, e consideram as possibilidades que podem surgir no caso de uma mudança.”

Por outro lado, segundo ela, “a tradição, o ‘é assim que fazemos as coisas por aqui’ ou o ‘é assim que sempre fizemos’, é a inimiga da criatividade.”

Em uma das aulas do meu MBA, o professor Pablo Funchal afirmou que a inovação deve ser tratada como um processo das organizações, e não como um fim, que é como muitas costumam tratar.

Porque ela não é algo que acontece da noite para o dia ou em momentos específicos. Ou a inovação é parte consolidada do cotidiano da empresa, ou ela não está presente na empresa.

E muitas empresas já estão adotando essa postura, estabelecendo cargos como Head de Inovação ou Chief Innovation Officer (CINO), ou seja, possuem pessoas cuja responsabilidade é se encarregar de que a inovação aconteça em todos os níveis.

Além disso, temos também o termo “innovation accounting”, que contabiliza e analisa o resultado das ações ligadas à inovação.

Tomada de decisão

Em resumo, o principal ponto desse artigo é reforçar a importância de uma cultura marcada pelo questionamento, pela diversidade (em todos os seus âmbitos) e por dados, como forma de gerar inovação — o que, por sua vez, influencia na tomada de decisão da organização e nos resultados oriundos dela.

Resultados que não são apenas ligados a números e faturamento, mas também no engajamento e satisfação do time, e credibilidade da empresa de forma geral — que são tão importantes quanto.

E é assim que vai surgindo e se estruturando um time com mentalidade de crescimento.

Vamos percorrer essa jornada juntos?

Tatiana Trivellato

O que o mundo está perdendo quando você não revela o seu potencial? Contribuo pra que pessoas se transformem, potencializem a sua essência, e tenham maior clareza das suas escolhas – encontrando possibilidades onde antes não era possível. Essas transformações possuem um efeito sistêmico, com mudanças no ambiente onde vivem, equipes, empresas, e no mundo.

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