Quando pensamos em cargos de liderança hoje, associamos muito essa posição a habilidades ligadas à inteligência emocional e à capacidade de lidar com pessoas.
E, de fato, essa é uma tendência cada vez mais forte. Entretanto, é uma mudança que ainda está em curso e relativamente nova, o que significa que quem já era líder ou chegou recentemente ao cargo está tendo que se adaptar às mudanças à medida que elas acontecem.
Durante muito tempo, eram exaltados os líderes que resolviam tudo sozinhos e que traziam os resultados a qualquer custo, além de terem um perfil mais voltado para o comando-controle — e tudo bem, porque era o exigido pelo momento.
Mas esse era o perfil procurado até pouco tempo atrás, e ele não muda da noite para o dia. É aí que mora o desafio.
O desafio de se adaptar ao novo
Líderes que querem se manter relevantes pelos próximos anos e, principalmente, desejam oferecer o melhor possível para sua equipe, estão buscando adaptar-se a essas novidades, mas sabemos que nenhum processo de desenvolvimento profissional é fácil.
Sob a perspectiva da Inteligência Positiva, nossos próprios Sabotadores nos prejudicam nessa trajetória — afinal, mudar pode ser desafiador e desconfortável, muitas vezes visto como uma “ameaça” pelo nosso cérebro, e é nesse momento que eles mais se manifestam.
Lendo um artigo da Harvard Business Review, chamado The Leadership Oddyssey, um trecho me chamou atenção. Ele dizia:
“Líderes alteram sua forma habitual (e bem-sucedida) de fazer as coisas quando se tornam cientes da distância entre onde estão e onde desejam chegar. O catalisador pode ser um evento ou feedback de colegas ou gestor.”
É exatamente nesse espaço entre estado atual e estado desejado que o coaching entra para apoiar os clientes. O artigo continua:
“Mas, geralmente, as pessoas se esforçam para mudar apenas depois que múltiplas experiências e conversas os fazem perceber que seu comportamento está impedindo resultados com os quais eles se preocupam.”
Como a transformação de qualquer tipo é desafiadora, o apoio externo assume um papel muito importante, servindo como gatilho para a mudança genuína — e ainda contribui para a pessoa ter maior clareza sobre o que precisa fazer para chegar no lugar almejado.
Como se adaptar?
A mudança é inevitável e necessária, mas é preciso dedicação para adaptar-se a ela.
É claro que cursos, livros e artigos são essenciais no percurso — afinal, são a base de qualquer aprendizado. Mas, assim como a perspectiva externa é importante para o gatilho da mudança, ela também pode ser um importante ponto de apoio ao longo do processo.
O coaching, por exemplo, tem exatamente essa função: provocar a pessoa, com base em suas aspirações e necessidades, a encontrar as respostas que precisa.
Tanto que, em um artigo anterior, falei sobre o crescimento do coaching nas empresas nos últimos anos, que se tornou um dos principais recursos de líderes e executivos para lidar com as mudanças recentes.
Esse tipo de processo é relevante porque, como é a própria pessoa que chega às conclusões, o aprendizado é ainda mais rico, verdadeiro e impactante.
O apoio do coach é necessário para a condução do processo, é claro, mas a pessoa atua como protagonista em seu próprio desenvolvimento profissional — e isso faz toda a diferença.
Tenhas objetivos claros
Mesmo depois de entender tudo isso, ainda é fundamental ter uma motivação clara e genuína para viver o processo diariamente da melhor forma possível, independentemente do tipo de desenvolvimento profissional que a pessoa irá passar.
Além de querer se atualizar para acompanhar as mudanças do mercado, o que mais existe por trás dessa decisão? Um propósito? Um cargo almejado? Um projeto novo?
Mesmo que o gatilho talvez surja por influência externa, a pessoa responsável por criar e manter a transformação é uma só. Você concorda?
Conheça meu trabalho como Coach Executivo e de Liderança. Clique aqui para falar comigo ou me enviar um e-mail!